No coração da Região Demarcada do Douro, a histórica vila de S. João da Pesqueira, possuidora de um dos mais antigos forais outorgado por Fernando, o Magno, é um éden de antiguidade e cultura entre socalcos de vinha, olivais e amendoeiras. A originalidade do seu nome confunde-se com a história do Cachão da Valeira, um enclave rochoso, no meio do rio, onde se acumulavam cardumes de sáveis, lampreias e outros peixes. Destruído no século XVII para tornar o rio mais navegável, ficou célebre, segundo a lenda, após o naufrágio do rabelo onde perdeu a vida o Barão de Forrester e se salvou D. Antónia Ferreirinha, graças às suas saias de balão.
As ruas e praças de S. João da Pesqueira estão repletas de solares brasonados, capelas e igrejas românicas que conheceram ao longo dos séculos importantes figuras da história como os Condes de Távora ou o Marquês de Pombal, que ali estudou na juventude.
Terra de festa, folclore, boa comida e melhor vinho, a Vila de S. João da Pesqueira, resplandece de cor e vida, envolvida pela paisagem grandiosa do Douro vinhateiro e por assombrosos miradouros de indescritível beleza e encanto.
Às suas festas e feiras ancestrais acorrem todos os anos centenas de forasteiros atraídos pela fama do vinho generoso ou vinho fino, assim chamado pelos lavradores o vinho do porto caseiro. O mesmo vinho que pacientemente espera o seu momento de glória nos disputados leilões da vila ou matiza de tons rubros os copos dos brindes erguidos nos dias de festa da feira da Senhora do Monte. A feira de Artesanato ou as romarias de Verão aos santos populares são igualmente motivo de celebração, que juntam todos à mesa em redor do cabrito assado, dos enchidos, da bôla de azeite e das sobremesas de amêndoa, cavacas e cavaquinhas, iguarias para todos os gostos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário